É uma atitude de que se fala muito actualmente, talvez porque seja algo que se exerce pouco... e mal!!!
Não é fácil ser tolerante.
Por muito que nos esforcemos, há sempre algo que nos irrita, que não conseguimos aceitar, mesmo que, quando queremos ser razoáveis, racionais, nos pareça que, no fundo, não há nenhuma razão específica para que tal aconteça. Na realidade, todos temos preconceitos!
Muito menos é fácil gerir a tolerância.
Tropeçamos nos nossos preconceitos.De vez em quando, descobrimos que algo que aceitávamos em teoria, na realidade é para nós insuportável.
Podemos cair na tentação de aceitar algo verdadeiramente inaceitável, ao querermos exercê-la a todo o custo e em quaisquer circunstâncias. A tolerância é um valor muito positivo, mas há ideias, situações, práticas, que não são mesmo aceitáveis!
Podemos revesti-la de uma aura de superioridade. Muitas vezes, é esse fenómeno que está na base da tolerância para com os outros. Por exemplo, é politicamente correcto mostrar tolerância em relação a grupos que designamos pelo termo "minorias": por exemplo, imigrantes, pessoas de outras religiões, membros de outras etnias. Uma pergunta: já alguém pensou se essas pessoas estão mesmo interessadas na nossa TOLERÂNCIA?
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
sexta-feira, 10 de agosto de 2007
Férias!
Eis um tema que parece banal.
Um amigo dizia-me que é o género de tema de que se puxa quando se quer "fazer conversa". É capaz!
Mas também pode ser um tema para pensar!
As férias são um elemento importante da nossa vida, do nosso imaginário. Na sociedade actual, assumem as proporções de um verdadeiro mito!
E a nossa concepção de férias altera-se, à medidad que amadurecemos!
Quando era criança e ainda não ia à escola, a única coisa que marcava as férias era o ir à praia. Nem sempre muito agradável, com o vento forte, o bronzeador que atraía a areia. Mas com coisas fantásticas, como o fato de banho novo, as poças de águas cheias de algas para chapinhar entre as rochas e as forminhas para fazer "bolinhos de areia".
Quando comecei a ir para a escola, era o tempo do relaxe, em que podia esquecer, por algum tempo, a ameaça permamente que era frequentar a escola primária.
Felizmente, com a adolescência, as coisas melhoraram e, por vezes, as férias até se tornavam aborrecidas, porque se perdia de vista o nosso grupo de amigos.
Mas tudo isso passou.
O que são agora as férias?
Um tempo muito esperado... e pouco gozado, mas bem, porque traz a companhia mais duradoura das pessoas de quem gostamos, porque permite fazer as coisas com mais vagar, porque permite sonhar com coisas a fazer, mesmo que possamos não as fazer.
Também um tempo que vale mais pelo que o desejamos, do que talvez pelo que fazemos quando o encontramos.
É um campo de possibilidades. Algumas concretizam-se, outras não. Mas todas nos dão prazer.
E aquele bocadinho que sobra e que não se fez ajuda a sonhar e a esperar pelo próximo tempo.
E a sentir que a nossa vida vai continuar, mesmo que saibamos que um dia acaba!!!
Um amigo dizia-me que é o género de tema de que se puxa quando se quer "fazer conversa". É capaz!
Mas também pode ser um tema para pensar!
As férias são um elemento importante da nossa vida, do nosso imaginário. Na sociedade actual, assumem as proporções de um verdadeiro mito!
E a nossa concepção de férias altera-se, à medidad que amadurecemos!
Quando era criança e ainda não ia à escola, a única coisa que marcava as férias era o ir à praia. Nem sempre muito agradável, com o vento forte, o bronzeador que atraía a areia. Mas com coisas fantásticas, como o fato de banho novo, as poças de águas cheias de algas para chapinhar entre as rochas e as forminhas para fazer "bolinhos de areia".
Quando comecei a ir para a escola, era o tempo do relaxe, em que podia esquecer, por algum tempo, a ameaça permamente que era frequentar a escola primária.
Felizmente, com a adolescência, as coisas melhoraram e, por vezes, as férias até se tornavam aborrecidas, porque se perdia de vista o nosso grupo de amigos.
Mas tudo isso passou.
O que são agora as férias?
Um tempo muito esperado... e pouco gozado, mas bem, porque traz a companhia mais duradoura das pessoas de quem gostamos, porque permite fazer as coisas com mais vagar, porque permite sonhar com coisas a fazer, mesmo que possamos não as fazer.
Também um tempo que vale mais pelo que o desejamos, do que talvez pelo que fazemos quando o encontramos.
É um campo de possibilidades. Algumas concretizam-se, outras não. Mas todas nos dão prazer.
E aquele bocadinho que sobra e que não se fez ajuda a sonhar e a esperar pelo próximo tempo.
E a sentir que a nossa vida vai continuar, mesmo que saibamos que um dia acaba!!!
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
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